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19 de junho de 2012

Que você, que eu.

Que você solte suspiros quando chegar a hora de sair da nossa cama para trabalhar. Que você ajeite a mesa para o café da manhã e compre flores antes de eu acordar e que as deixe num canto da mesa junto com um bilhete escrito "Bom-dia-flor-do-dia-eu-amo-você". Que você chegue no trabalho implorando pra ir embora, que você pense em mim nas últimas horas bem contadas com o ponteiro do relógio pendurado na parede em frente a sua mesa, e que você venha para casa pensando em mim, preparando planos para o fim de semana enquanto fica preso no trânsito. Que você telefone dizendo que vai atrasar para o jantar, mas que chegue com dois ingressos para a última sessão do filme que eu comentei com você que gostaria de assistir. Que você finja esquecer meu aniversário e quando eu chegar em casa as luzes se acendam com sua única voz dizendo "Feliz Aniversário". Que não nos falte companheirismo e carinho. Que não nos falte amor e dedicação. Que seus olhos brilhem a cada "eu te amo" bem pronunciado no início da manhã. Que você nunca deixe de sorrir gostoso, como agora. Que você sempre tenha motivos pra me querer perto e que eu consiga, todos os dias da minha vida, te fazer feliz como hoje. Te fazer feliz, mais do que hoje.

Uma salva de palmas para o destino

Vamos saudar o destino com uma bela salva de palmas, ele merece. Merece por nos iludir tanto. Merece porque mesmo este danado sendo tão incerto, sempre queremos sabê-lo. E o pior é que sabendo-o, sempre queremos mudá-lo. Uma bela salva de palmas para o destino por ficar tão adiante de todas as expectativas existentes, por nos fazer sorrir ou chorar quando menos esperamos. Uma salva de palmas para o destino por ser a fatalidade que todas pessoas estão sujeitas a correr sem tomar nenhuma precaução. Duas (pode ser?) salvas de palmas para o destino que deu certo, para destino que fez soltar um riso torto num dia ensolarado. Uma salva palmas para o destino que derrubou a última folha daquela árvore nos avisando o que virá. Para o destino promissor que quebra, devastadamente, com todas as promessas e que mesmo assim não desistimos dele. E uma gigantesca salva de palmas para nós, que somos tão imprudentes que mesmo depois de tantos destinos terem passado, não aprendemos a cautelar o agora em relação às nossas ações. Em relação à nossos sentidos e à nós mesmos.