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31 de agosto de 2011

Bolitas cor de mar e pérolas preciosas.

Bolitas cor do mar direcionaram a mim, eu suspeito que tenha sido para mostrar aquelas pérolas. Entender? Eu? Jamais. Sinto-me insegura de mim, por outra vez segura por si, de si, você, de você, de ti. Insegura por amar bolitas cor-de-mar e pérolas preciosas. Ah, essas pérolas, que eu daria tudo para que fossem minhas ou que existissem - aparecessem - por mim. Talvez a insegurança da segurança que juntou os dois, juntou o segundo com o primeiro, me trouxe um só. Um só elemento completo por me completar. Seguro por me assegurar. Completo por dar algo que nunca tive esperança de dar antes, algo que supostamente seria só meu por toda vida. Compartilhei o órgão mais implícito de meu corpo com aquelas bolitas cor de mar. Doei aquilo que pouco tenho longe daquelas pérolas, não sei... Já ouviste falar de esperança? Então... Ela desaparece às vezes. É só comigo? Seria tão rude em não perceber que aquelas bolitas cor de mar e aquelas pérolas preciosas não tivessem o sentido relacionado a mim. O sentido que nos faz enlouquecer, pirar, chorar ou que apenas nos faz feliz pela vida inteira. Aquilo não existia para mim e sabem-se lá borboletas se existiria um dia. Porém isso era o que menos me atingia, isso nunca houvera atingido, se não me lembro mal. Tudo se conquista com o tempo, assim como tudo se perde com o tempo. Mas as bolitas cor de mar e as pérolas preciosas me davam esperança, esqueceste? Ah, como a doçura da falta de certeza por vezes era boa. Doçura, digo. Mentindo falando a verdade, pois nunca houvera mentido a ponto de não falar a verdade. Esqueci que mentir é ruim e ao mesmo tempo lembrei que falar a verdade doía mais. Pois então eu seguia sempre assim com aquelas bolitas cor de mar, aqueles olhos cor de mar, para falar a verdade; e aquelas pérolas preciosas, sorriso para continuar falando a verdade, sorriso precioso, único e incomparável, difícil de tirar, porém nunca fora impossível desde que descobri que ele viera sendo contínuo por mim. Difícil seria ficar insegura na certeza do sentido, do amor - para não começar a mentir novamente- . Não planejava futuros distantes com aquele mar e aquela ostra - é de onde as pérolas vêm, não é? - porém Deus me deu o que não esperava, simplesmente por não esperar. Mas em troca deu-me o que gostava, adorava - ah, não vou mentir - o que eu amava.

27 de agosto de 2011

Talvez pudesses, só meu.

Estaria perdida em traços envolventes. Em cavernas obscuras e desconhecidas. Encontrar-me-ia em mantos de seda, em suspiros e melancolias. Se tu ouvisses o que teria a lhe dizer talvez tu não acreditarias, porém incluo minhas falas carregadas de sentidos carregados de amor. Talvez de dor. Tu descobririas que tudo pode ser disfarçado, basta apenas um bom ator. Não acreditarias no que te dissesse, pois sempre houvera acreditado no simples e no comum. Não acreditarias que o infinito coubesse em mim, embora mentira fosse, pois tal amor, ou dor, nem cabe em mim, quem dirá o infinito que possui amores, ou dores, de pessoas de muitas partes do mundo. Desconheceria o caminho, pois ele não faria sentido, te encontraria na metade, e tu acreditando em mim, acreditando em meus sentidos. Talvez pudesses me responder, depois de caminhar por quilômetros e ver extensas áreas cobertas de sentidos desencontrados e despercebidos, ignorados. Talvez pudesses acreditar no que eu sentia e pudesses sentir o mesmo, ou caminhar comigo. Talvez pudesses retribuir tamanha alegria, tamanha felicidade, entenderias o amor de verdade. Encontrar-te-ia e diria que o sol nunca houvera brilhado assim e que sua forma houvera mudado por hoje. Dirias que a lua nunca houvera iluminado tanto uma noite e apontaria para uma estrela e diria que um dia tu parecias ser e estar como ela. Tão linda que me fizeras sonhar e tão longe que quase me fizeras desistir. Longe como o fim do oceano e o fim da soma dos números, como a descoberta de todas as palavras e impossível como a conquista de tudo que se quer. Embora depois que te encontrarias e tu retribuísses tal sentido, eu teria tudo que preciso e mais do que mereço, minha felicidade seria completa se tu fosses meu. Intensamente meu e enormemente meu. Ou melhor ainda, só meu.